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27 de junho de 2017
Aconteceu no CIGRÉ-Brasil - Workshop Expansão do SIN

"Como atenuar descompassos entre Geração e Transmissão?" Esta foi a pergunta que norteou o workshop promovido pelo CE C1 – Desenvolvimento de Sistemas Elétricos e Economia, no dia 16 de março, no auditório Furnas, Rio de Janeiro que contou com a presença dos principais agentes do setor, encerrando-se com o debate entre as entidades reguladoras do setor – EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), MME (Ministério de Minas e Energia) e ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O evento teve início com a apresentação de Rafael de Sá Ferreira (EPE) sobre o cenário dos mecanismos de coordenação de G&T em países como Chile, México, EUA entre outros. Também da Empresa de Pesquisa Energética, José Bressane e Isaura Frega (Superintendente de Meio Ambiente), apresentaram uma proposição de aprimoramento do processo de planejamento da transmissão que inclui a maior participação dos órgãos ambientais e socioculturais, tais como o IBAMA, o IPHAN, a FUNAI, a Fundação Palmares ou o INCRA, desde a elaboração dos Relatórios R3, a fim de que os licenciamentos se deem baseados em mais conhecimento e comprometimento de todos os órgãos envolvidos.

Rafael Takasaki da Associação Brasileira de Empresas de Transmissão de Energia - a ABRATE - na sua "caracterização das principais dificuldades para a expansão da transmissão” reforçou a necessidade de aprimorar o R3 como forma de evitar a judicialização dos processos e a demora no processo de Licenciamento Ambiental das linhas de transmissão que, não raro, leva mais tempo do que a própria obra.

O aprimoramento no processo de Licenciamento Ambiental foi também tema da exposição de Pedro Akos Litsek da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Energia Elétrica – a APINE – que chamou atenção para o crescimento exponencial de processos em andamento nos últimos anos, quer seja pela atual condição da geração de energia em regiões mais distantes dos grandes centros de consumo e mais próximas de territórios indígenas e quilombolas, quer seja pelo maior uso das fontes renováveis, dispersas pelo território, em novas demandas de linhas de transmissão.

Lillian Monteah expôs a visão do ONS sobre os Leilões com base em Margem de Transmissão para o que traçou um histórico comparativo com os Leilões Convencionais, demonstrando o impacto da Portaria MME nº444.

A perspectiva da Associação Brasileira de Empresas de Energia Eólica foi apresentada por Sandro Yamamoto que demonstrou a expressiva evolução da capacidade eólica instalada no Brasil que fez com que o país saltasse, em cinco anos, da 15ª a 9ª colocação no ranking mundial com um total instalado de 10.82 GW e 434 parques eólicos (354,4 MW e 14 parques eólicos aptos) e um fator de capacidade, 60% acima da média mundial (dados do MME/ABEEólica). Entre os desafios apresentados figuraram a transmissão e a expansão das linhas de transmissão, no curto, médio e longo prazo, assim como a importância de que as etapas de preparação do projeto aconteçam antes dos leilões como forma de reduzir as incertezas no processo de construção e operação dos parques.

Finalmente, na mesa redonda que contou com a presença dos senhores Luiz Augusto Barroso (Presidente da EPE), Luiz Eduardo Barata (Diretor Geraldo ONS), Eduardo Azevedo Rodrigues (Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energéticodo MME), José Jurhosa Junior (Diretor da ANEEL), a plateia e os palestrantes puderam aprofundar as questões levantadas ao longo do dia e identificar as perspectivas dos órgãos de regulação do setor.



Flávia Salgado
5/4/2017