Cigré Brasil
Associados
Comitês de Estudos
Eventos

Documentos
Revista Eletroevolução
Newsletters
Notícias
Links
Vídeo Institucional
Fale Conosco
Mapa do Site


Como se logar?

19 de fevereiro de 2019
Membros Honorários: Mário Santos e a estruturação do Operador Nacional

“As empresas privadas, naquela época em que já estava valendo a decisão política pela privatização do sistema, queriam que o Operador começasse com um presidente e uma diretoria que não viesse das estatais porque teoricamente viriam com os “vícios da estatal”, mas fomos lá com as “virtudes das estatais”, com nosso comprometimento com a sociedade e com a responsabilidade por um serviço público essencial para a dignidade humana”

Pernambucano nascido na capital, em 1938, o engenheiro Mário Fernando de Melo Santos foi o grande homenageado do XIV SEPOPE – Simpósio de Especialistas em Planejamento da Operação e Expansão Elétrica do CIGRE-Brasil. Isso porque, além do legado de amizades e afetos cultivados em 29 anos de CHESF ou nos anos em que esteve à frente do Operador Nacional de Sistemas, entre outras importantes passagens pelo Ministério de Minas e Energia, Eletronorte e pela Eletronorte e Eletrobras o senhor Mário Santos se viu, de forma recorrente, diante de processos de transformação do Sistema Elétrico Brasileiro, como se verá no seu relato.
Formado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de Pernambuco, em 1962, realizou cursos de especialização na Electricité de France (EDF) e em centros de controle de operação norte-americanos e europeus, onde travou conhecimentos que seriam ampliados e animados a partir da intensa participação no CIGRE.
Em novembro de 2005, renuncia ao cargo do ONS para assumir a Presidência do Conselho Administrativo da Endesa, atual ENEL Brasil AS. Ao lado desta atividade, assume a presidência do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, onde implanta o primeiro plano estratégico da Memória da Eletricidade 2014-2020.

O que o senhor destacaria da sua experiência na CHESF e no sistema Eletrobras?

Considerando que o foco de sua entrevista é a estrutração do ONS, pediria licença para falar sobre minha trajetória na CHESF em uma oportunidade específica. Entretanto não poderia deixar de comentar meus 29 anos de CHESF, onde iniciei em meu primeiro emprego como engenheiro junior e cheguei a Diretor de Operações, cargo que exerci por mais de 11 anos até minha saída. Essa experiência deixou profundas e indeléveis marcas na minha formação, como engenheiro, mas, sobretudo, como cidadão consciente da importância e essencialidade da energia elétrica para o desenvolvimento econômico e o bem estar da sociedade, sobretudo quando se pensa na região nordestina, nas décadas de 60 e 70. Ali, tive grandes inspiradores como Apolônio Sales e também grandes mestres como Arnaldo Barbalho, Mauro Amorim, André Falcão e muitos outros. 

Na CHESF, Ao relembrar os desafios, as dificuldades enfrentadas, as grandes realizações ocorridas ao longo daqueles 29 anos, o que mais me traz satisfação é que tive a felicidade de formar uma excepcional equipe de engenheiros e técnicos, extremamente unida e comprometida de forma apaixonada em fazer a CHESF se expandir para toda a região e além, até se transformar em uma das maiores empresas do setor.

Assumir o cargo de diretor de Operações da Eletrobras em 1991, foi algo tremendamente honroso. Isso porque aquele cargo tinha sido exercido por 17 anos pelo Dr. José Marcondes Bento de Carvalho que era o meu mentor, uma pessoa por quem eu tinha profunda admiração e respeito e com quem, aos poucos, criei uma relação de amizade.

Além disso, sempre defendi, ardorosamente e quase como um compromisso de vida a operação interligada, a expansão da transmissão enquanto usinas virtuais, um instrumento imprescindível para o aproveitamento das sinergias do país, com a interligação de usinas situadas em bacias complementares do ponto de vista das suas diferentes sazonalidades hidrológicas. Este é, aliás, o grande diferencial do Brasil, em relação a qualquer outro país do mundo.

A oportunidade de trabalhar na Diretoria de Operações da Eletrobras e coordenar o GCOI - Grupo Coordenador para Operação Interligada - foi um dos grandes momentos da minha vida, superado apenas pela participação na criação do Operador Nacional dos Sistemas. Passei sete anos e meio na Eletrobras e enfrentei grandes desafios ali, como o de reanimar e expandir o PROCEL-Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, em uma época em que era preciso valorizar a eficiência energética; reanimar e incentivar o CEPEL e, finalmente, apoiar à distribuição, fortalecendo o SENDI – Seminário Nacional de Distribução. Tudo isto, enquanto participávamos do Re-SEB - o Projeto de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro - que dava início ao novo modelo setorial.

Esta foi uma luta muito intensa para a qual a Diretoria de Operações e todo o corpo técnico da Eletrobras representaram um suporte extraordinário na defesa das características e especificidades do Setor Elétrico Brasileiro, no sentido de defender o modelo de operação centralizada. Isso porque o modelo proposto pelos consultores era o do despacho descentralizado, o que eles chamavam loose pool. Essa luta, no âmbito do Re-SEB, realmente foi um dos grandes marcos da minha passagem na Eletrobras.

No início do governo Fernando Henrique Cardoso, durante os cinco meses em que exerci a presidência da empresa, tive a oportunidade de participar dos primeiros debates sobre a privatização do sistema. O sistema Eletrobras tinha sido colocado no Programa Nacional de Desestatização, em um momento muito delicado e de muita tensão.

Quando voltei a ser diretor de operações e atuava também como presidente do Conselho de Administração da Eletronorte, tive a honra de assumir interinamente a presidência desta empresa. Foi aí que tive o prazer de conhecer uma equipe extraordinária e trabalhar com o presidente do CIGRE-Brasil, Josias Matos de Araujo e com Jorge Nassar Palheira, Antonio Simões Pires, José Mário Abdo, entre outros profissionais do mais alto nível que me mostraram que ser comprometido e ter paixão não eram privilégios da equipe CHESF ou da Diretoria de Operações da Eletrobras, mas também características dessa equipe, sempre muito comprometida com aquela região do país. Essa experiência me fez ver (sic), de forma ainda mais clara, o quanto as pessoas são importantes. Mais do que a empresa ou o sistema para o qual trabalham o que importa é o compromisso que as pessoas têm quando assumem responsabilidades.

Meu tempo na Eletrobras terminou na fase final dos debates sobre a transição para o modelo sugerido pelo Re-SEB. Esse foi o momento em que se decidiu pela criação do Operador Nacional de Sistemas – ONS. Neste processo, a Eletrobras teve a prerrogativa de decidir quem seria o primeiro presidente do Operador, a despeito das empresas privadas não quererem ninguém oriundo do sistema público. Foi o presidente Firmino Sampaio que, com o apoio do ministro Raimundo Brito, definiu que o primeiro presidente seria aquele que coordenava o GCOI - Grupo Coordenador para Operação Interligada – que, naquele momento, era eu. Uma negociação complexa que terminou chegando a este consenso.

Naquele momento em que começava a valer a decisão política de privatização do sistema, as empresas privadas não queriam que o Operador começasse com um presidente e uma diretoria que viesse das estatais. Isto porque, teoricamente, viriam com os “vícios da estatal”, mas fomos lá com as “virtudes das estatais”. Virtudes como o nosso comprometimento com a sociedade e com a responsabilidade por participar da condução de um serviço público essencial para a dignidade humana, já que dispor da energia elétrica é o mínimo que um ser humano necessita no mundo moderno de hoje. O importante era demonstrar claramente esse compromisso onde quer que estivéssemos. Ser ético ou não é uma escolha pessoal que independe do lugar em que trabalha.

Feita essa transição, houve uma fase muito interessante em que conviviam o GCOI e o Operador Nacional que, então, começava a ser formado. Para isso, decidiu-se que as duas instituções deveriam ter uma única cabeça/condução. Era como se eu fosse bicéfalo (risos), ora eu era presidente do GCOI e comandava reuniões nesta função, ora preparava a implementação do ONS.

Como foi participar da estruturação desse novo momento do setor elétrico?

Esse começo do ONS realmente foi muito muito difícil (sic). Com certeza foi, ao lado da função de diretor de operações da Eletrobras, um dos mais complexos e relevantes desafios da minha carreira profissional. Mas, faço uma reflexão: quando fui diretor de operação da CHESF achei que não tinha vivido desafio maior, mas como um dos fundadores e participantes da implementação do ONS, vivi, novamente essa sensação... Talvez seja melhor pensar que o maior desafio da minha vida está sempre por vir... (risos).

A grande batalha foi mostrar que a decisão do Re-SEB estava correta: a existência de um Operador “forte” conduzia a ganhos efetivos para a sociedade. O despacho centralizado com a autonomia do Operador para exercer esse comando, decidindo o valor da geração, programando a geração e fazendo a avaliação de risco para o futuro - como fazíamos no GCOI -, mostrava-se muito adequado e trazia ganhos efetivos para a sociedade.

O GCOI era uma espécie de condomínio, em que as decisões eram feitas por consenso e muitas vezes demandavam um processo de negociação demorado e realmente trabalhoso. Era preciso muita paciência, empatia e habilidade de interação e, não raro, perdia-se precisão e, principalmente, oportunidades por força de não serem tomadas determinadas decisões na hora certa. Com o Operador era como se o condomínio passasse a ter um síndico com o poder de, quando necessário, tomar decisões de forma unilateral. Claro que se fazia isso da mesma forma que no GCOI, através das reuniões de grupos. A diferença é que a palavra final era do Operador e isso trouxe ganhos.

Com a criação do Operador Nacional esses Centros de Operação passaram a orbitar como satélites e não mais como órgãos independentes. Foi muito difícil convencê-los a cooperar de forma tranquila até, finalmente, ganharmos a confiança das suas equipes. Houve, por exemplo, um desafio inicial que foi a necessidade de convencer os funcionários da Eletrobras a migrar para o Operador. Isso porque, em primeiro lugar, havia uma reação muito grande à privatização  da Operação. Além disso, era preciso convencer aos funcionários que tinham seu emprego firme, com estabilidade e fundo de pensão a ir para o ONS, uma empresa recém fundada.

Para este trabalho, ajudou muito o fato de eu ter pertencido ao GCOI e, também, de ter sido da CHESF. Além disso, contei com o apoio de experientes e excepcionais profissionais da diretoria de operação da Eletrobras como, por exemplo, Celso Ferreiro, Xisto Filho, Hermes Chipp, Humerto Prado do Vale e muitos outros mais. Sem esse núcleo, com pleno domínio dos processos de coordenação teria sido muito difícil conduzir aquele processo.

Para agravar, ainda mais a situação, logo no começo do Operador (no seu segundo dia!), tivemos um blecaute que praticamente apagou o país, enquanto alguns dirigentes das empresas federais se pronunciavam na imprensa de um modo que dava a entender que o responsável seria o Operador Nacional. Para que se veja como os ânimos e o ambiente não estavam nada favoráveis à criação e à privatização deste órgão responsável por uma função que até então era considerada o coração das empresas estatais: a Operação do Sistema!

O êxito da implantação do ONS foi o resultado do trabalho de uma diretoria muito coesa, com gente especialíssima como Carlos Ribeiro (que tinha 27 anos de Cesp), Heitor Gontijo de Paulo (30 anos de CEMIG), Hermes Chipp (29 anos de Eletrobrás) e Roberto Gomes (29 anos de CHESF), além da equipe que veio conosco da Eletrobras que deu concretude ao Operador Nacional de Sistemas e que permitiu vencermos esse primeiro desafio de convencer as equipes de operação das demais empresas.

O segundo passo foi quando a gente, no final de 1998, ganhou os Centros de Operação que eram propriedade das empresas e passaram a ser nossos. Daí veio um sentimento de perda muito forte. Isso porque, por exemplo, o Centro de Operação de Furnas que funcionava no prédio da empresa, passava a ser do Operador Nacional ou fez com que o Centro de Operação da CHESF, onde trabalhei por 29 anos, saísse da empresa para um prédio vizinho do Operador... Foi um momento muito delicado, em que o sentimento de perda das empresas federais se acentuou, ao mesmo tempo, em que havia um sentimento de consolidação do Operador. Foi preciso manter o processo de convencimento por um tempo, até que a partir de um certo momento se conseguiu um sentimento de respeito e de aceitação do ONS, sentimento que foi crescendo e se consolidando, ao longo do tempo.

No racionamento de 2001 e 2002, também vivemos momentos críticos em que se tentou imputar a responsabilidade ao Operador como se não tivéssemos avisado a tempo. Só que tínhamos avisado a quem de direito, sendo a delonga para a implentação das medidas necessárias, levaram, inclusive, ao aprofundamento em intensidade do racionamento. Esse processo poderia ter levado à destruição do Operador, mas acabou conduzindo, mesmo que de forma dolorosa, à sua efetiva aceitação. Diria, inclusive, que conduziu à sua admiração por parte dos órgãos governamentais, dos agentes do setor e da própria sociedade.

O Operador é hoje uma entidade madura e respeitada pelo seu papel institucional. Isso talvez tenha sido construído a partir do GCOI, com muita luta, determinação e crença na importância da especificidade do modelo brasileiro. O Sistema Elétrico Brasileiro é diferente, tem um modelo específico que deve ser zelado, na medida em que se adequa a nossa realidade. O despacho centralizado com definição de preços por modelos operacionais, até agora, garante a otimização do sistema, a modicidade tarifária, além da segurança e da qualidade do serviço prestado à população, embora tenha que se reconhecer a necessidade de aperfeiçoamento em virtude das mudanças na matriz elétrica.

Essa foi a nossa luta. Volto a ressaltar que cada vez que penso na minha história e naquilo que fica, no que é “permanente”, vejo que é a qualidade das equipes que tive a oportunidade de formar é o patrimônio que trago comigo. Foi o caso daquela equipe que me ajudou a construir um órgão como o Operador Nacional em um ambiente de tanta dificuldade.

Hoje, como presidente do Conselho Gestor da ENEL Brasil, como avalia a atual situação do Sistema Interligado Nacional?

O SIN está bem em termos de segurança energética. Não há risco de racionamento nem a curto, nem em médio prazo. Os próprios estudos e relatórios periodicamente elaborados  pelo Operador Nacional de Sistemas indicam as condições normais do Sistema, sobretudo pela contribuição de 10% da capacidade do Sistema oriunda da energia eólica que é responsável por 70% do atendimento ao NE. O Sistema vai bem e em estado normal.

É do ponto de vista da gestão do setor que temos problemas complexos. Talvez o mais difícil deles seja o fato de que o ambiente setorial está sendo objeto de intensa judicialização, o que é extremamente prejudicial. A gente que precisa atrair capacidade de investimento para o setor privado se vê em uma situação difícil, pois uma empresa nova que chegou ao país para investir se preocupa muito com esse problema, além da estabilidade regulatória e da previsibilidade da evolução do modelo regulatório. Hoje, por qualquer questão os agentes procuram a justiça e o GSF - Generation Scaling Factor chegou a criar uma dimensão que está sendo difícil de ser solucionada, o que extremamente prejudicial a todos os agentes que formam a cadeia de valor do Sistema.

O fato positivo é que o Congresso está em processo de aprovação da MP que deve solucionar o maior problema. Temos também outro fato a renovação da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL sob a direção geral de André Pepitone para o atendimento e o tratamento equilibrado entre os agentes e o consumidor.

Além disso, temos a perspectiva do novo governo com o ministro escolhido, o almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque, que embora não venha do setor, tem um currículo de altíssimo nível. A perspectiva é que esse novo governo dê prosseguimento às medidas de melhoramento do modelo setorial possivelmente com base na Consulta Pública 33/2017 que já estava sendo transformada em Projeto de Lei e que estava em andamento no Congresso. Nós acreditamos que o novo governo vai trabalhar fortemente para examinar esse estudo, tomar a sua posição e implementar as medidas de melhoramento do setor que já foram amplamente estudadas com a participação dos agentes setoriais.

No caso da ENEL Brasil, mesmo com todos esses problemas, o grupo continua acreditando no país, tanto é que recentemente investimos fortemente em energia solar, chegando ao primeiro lugar no investimento em plantas solares e ao segundo lugar em plantas eólicas. A empresa, ainda, é a que mais investe no conjunto de eólicas renováveis e acaba de comprar a Eletropaulo, a maior distribuidora do país. Tudo isso, é prova de que, como grupo, acreditamos no país.

E quanto ao CIGRE? Que papel o Comitê Nacional tem exercido na sua carreira?

O CIGRE me marcou muito. Ele é de grande importância sob diversas óticas. Primeiro, na ótica individual, porque como engenheiro tive no CIGRE uma escola de altíssima qualidade que me permitiu ter uma visão da experiência em dos grandes Sistemas Elétricos, em escala mundial. Assim, pude ampliar ampliar não só o meu conhecimento, mas também o meu network: conhecer gente do mundo inteiro e intercambiar experiências pessoais, ter um problema na minha empresa e pegar um telefone para me comunicar com um par meu na Itália, na França, na China... Isso é algo extraordinário. O CIGRE foi uma fonte de conhecimento e uma fonte de vivência. 

Também me foi útil como gestor. Tanto na CHESF, quando fui diretor de operação, como na Eletrobras ou no Operador, o CIGRE era usado como um instrumento para enriquecer as equipes sob minha responsabilidade. A instituição possibilitava que os membros das nossas equipes se enriquecessem e trouxessem experiência. Motivava-os, também, a fazer estudos. O sonho de um técnico que tem ambição de crescer e ser um bom profissional era ter a oportunidade de fazer um trabalho de qualidade que pudesse ser apresentado no CIGRE. Tanto para aprender, como para mostrar o que o Brasil fazia.

O CIGRE é também esta oportunidade do Brasil levar a sua experiência e competência para o mundo. Levar a nossa “jaboticaba” para o mundo para as pessoas entenderem a nossa realidade e a nossa própria forma de resolver os nossos problemas. Mostrar que também temos nossas áreas de excelência. Isso é muito importante para atrair investimento para o país e para os nossos técnicos também sentirem que precisam aprender, mas também têm o que mostrar.

Daí, inclusive, vem a relevância do Brasil no CIGRE Internacional que tem contado com a participação de grandes técnicos como o Jerzy Lepecki, Josias Matos de Araujo, José Henrique Machado Fernandes, Antonio Varejão de Godoy, Eduardo Nery, Paulo César Esmeraldo, Iony Patriota, Márcio Szechtman, entre tantos outros que tem assumido papéis de relevância no CIGRE.



CIGRE-Brasil
23/1/2019