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16 de julho de 2019
Grupo de Trabalho Internacional do Study Committee C4 de Desempenho de Sistemas se reúne com seus pares no Japão

O Grupo de Trabalho sobre Compatibilidade Eletromagnética (EMC) em grandes sistemas fotovoltaicos do Study Committee C4 de Desempenho de Sistemas se reuniu entre os dias 6 e 8 de junho de 2019, no Japão, para sua quinta reunião.

Formado por representantes do Brasil, EUA, Japão, Cingapura, Peru, China e África do Sul, esse o grupo de trabalho trata de investigar as interferências eletromagnéticas que os grandes sistemas fotovoltaicos podem causar em suas vizinhanças, bem como os efeitos que as interferências externas podem causar na geração fotovoltaica.

O material estudado está sendo organizado em uma Brochura Técnica que deverá ser publicada em 2020. Alexandre Pinhel, Patrício Muñoz e Herivelto Bronzeado, são os brasileiros que fazem parte dessa equipe.

A Brochura Técnica, também, conterá material sobre efeitos eletromagnéticos de armas nucleares, colaboração do engenheiro e ganhador do prêmio Kelvin, William Radasky

Na avaliação do engenheiro especialista Pinhel, o destaque dessa última reunião do grupo foi a conscientização por parte dos colegas de que a manutenção deve ser tratada como vetor importante nas questões EMC (compatibilidade eletromagnética), uma vez que degradações podem inserir problemas que originalmente não existiam. Esse tópico foi considerado inovador pelo grupo que definiu que a Brochura Técnica em questão conterá sugestão de plano de manutenção com atividades que mantenham a EMC dentro do permitido. Essa novidade em termos de estudos EMC tem grande potencial de contribuição efetiva na qualidade da geração fotovoltaica.

As contribuições teóricas de Patrício Muñoz, um dos maiores especialistas em eletromagnetismo do setor elétrico, foram também muito apreciadas pelo grupo. Muñoz é o responsável pelo capítulo que trata das interferências relacionadas às conexões elétricas em uma usina fotovoltaica.

Outra constatação interessante foi que estudos de EMC em plantas fotovoltaicas serão mais importantes nos casos das plantas híbridas eólica-solar, especialmente devido à possibilidade dos geradores eólicos atuarem como captores de descargas atmosfericas. Essa constatação motivou a criação de outro Grupo de Trabalho que abordará com mais detalhes esse tipo de configuração.



CIGRE-Brasil
26/6/2019