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16 de julho de 2019
Conheça a Nova Diretoria do CIGRE-Brasil - Entrevista com Saulo Cisneiros, diretor-presidente do CIGRE-Brasil

Graduado em engenharia elétrica em 1973 pela Escola de Engenharia da UFPE e pós-graduado em 1978 em engenharia de sistemas de potência pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá, o novo diretor-presidente do CIGRE-Brasil chega ao cargo com a importante missão de renovar a instituição com jovens profissionais do setor, a partir do fomento ao intercâmbio técnico realizado no âmbito dos Comitês e Grupos de Estudos, seus eventos e publicações. 

Para isso traz na bagagem, a experiência de muitos anos na operação da CHESF e na estruturação do Operador Nacional do Setor Elétrico, além do recente trabalho realizado no CIGRE-Brasil como diretor técnico, entre outras importantes contribuições à instituição, em mais de dez anos de atividade cigreana. Atividades que lhe rederam dois prêmios importantes: o reconhecimento como Distinguished Member e o Technical Committee Award do CIGRE e de Sócio Honorário do CIGRE-Brasil.

Conheça um pouco mais da sua trajetória.

Pode nos contar como se deu sua escolha pela Engenharia Elétrica?

A minha escolha pela Engenharia se deu logo quando era criança. Um tio meu era engenheiro e trabalhava na construção de estradas. Achava interessantes os equipamentos que ele usava para fazer o levantamento do terreno para passagem de uma estrada e disse para mim mesmo: “vou ser engenheiro”. Anos depois, quando estava no 3º ano científico tive um excelente professor da disciplina de Física que tratava das matérias de eletricidade e magnetismo. Neste momento decidi: “vou ser engenheiro eletricista”.

Como foi a sua trajetória na CHESF, ao longo dos 26 anos em que atuou na empresa?

Entrei na CHESF como Estagiário no cargo de Auxiliar Acadêmico de Engenharia, nos idos de novembro de 1972. Quando me formei em Engenharia Elétrica, passei ao cargo de Engenheiro do Serviço de Estudos e Métodos de Operação do Sistema em janeiro de 1974. Dois anos depois, em janeiro de 1976, fui promovido ao cargo de Gerente (na época o título era 'Chefe') do Serviço de Planejamento da Operação Elétrica pelo meu 1º Chefe, o amigo Leonardo Lins. 

Em julho de 1979 assumi o cargo de Gerente da Divisão de Planejamento e Estudos da Operação Elétrica do Sistema por longos oito anos e, então, em junho de 1987, fui promovido a Gerente do Departamento de Movimento de Energia, a partir do convite do Diretor de Operação da Chesf, o grande chefe e amigo Mário Santos (veja entrevista concedida ao CIGRE-Brasil em Janeiro de 2019).

De junho de 1990 a junho de 1991 estive como Superintendente de Operação e Comercialização de Energia e, em julho de 1991, recebi o convite do Diretor de Operação de Sistemas da Eletrobrás para ser o Gerente do Centro Nacional de Operação de Sistemas da Eletrobrás em Brasília, quando voltei a trabalhar novamente com o Dr. Mário Santos.

Em junho de 1992 passei a Assistente da Diretoria de Operação de Sistemas da Eletrobrás. 

Em julho de 1993 retornei a Chesf para reassumir a função de Superintendente de Operação e Comercialização de Energia, de onde me desliguei em junho de 1998.

Desnecessário dizer da importância que a Chesf teve na minha formação profissional e levar para a eternidade o título de “Chesfiano”.

Da CHESF o senhor partiu para a experiência de criação e estruturação do Operador Nacional onde está até hoje. Pode nos contar como tem sido essa experiência?

Com a reforma do setor elétrico seguindo as diretrizes do Projeto RESEB – Reforma do Setor Elétrico Brasileiro, do qual tive a honra de participar, foi criado o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) cujo primeiro Presidente foi o Dr. Mário Santos que me convidou, no ano de 1998, para estruturar o escritório do ONS em Recife, quando assumi o cargo de Assistente da Presidência e de Gerente do Núcleo Regional Norte/Nordeste vinculado à Presidência do ONS.

Em outubro de 2000 fui convidado pelo meu amigo Hermes Chipp, Diretor de Planejamento e Programação da Operação do ONS, para assumir o cargo de Gerente Executivo de Planejamento da Operação no escritório central do ONS no Rio de Janeiro e, um ano depois, voltei à Eletrobrás como Diretor de Projetos Especiais aonde permaneci até janeiro de 2003. Neste período estive como Presidente do Conselho de Administração da Chesf, Eletrosul e Ceal.

De fevereiro de 2003 a julho de 2005 estive como Sócio-Diretor da empresa SC – Consultoria e Engenharia de Energia Ltda, cujo maior cliente era justamente o ONS.

Em agosto de 2005 voltei ao ONS como Gerente Executivo de Metodologias, Modelos e Cargas a convite do Dr. Hermes Chipp, Diretor de Planejamento e Programação da Operação.

Em setembro de 2008 voltei a ser Gerente Executivo do Núcleo Norte/Nordeste do ONS em Recife onde fiquei até junho de 2010, quando fui ser Assistente Executivo da Diretoria de Planejamento e Programação da Operação do ONS no escritório central no Rio de Janeiro.

Em junho de 2012 voltei a ser Gerente Executivo do Núcleo Norte/Nordeste do ONS em Recife aonde estou até o presente momento. Neste interim estive de agosto de 2010 a novembro de 2012 como representante do ONS no Conselho de Administração do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL).

Como pode ser visto, a operação do sistema está no meu sangue em decorrência da minha passagem pelas áreas de operação da Chesf, Eletrobrás/CNOS e ONS.

Faz tempo que o CIGRE faz parte da sua trajetória. De 2011 a 2015 o senhor assumiu o cargo de vice-presidente e, na gestão seguinte, o cargo de Diretor Técnico. Neste momento, o senhor assume a função de diretor-presidente do CIGRE-Brasil. Como se deu a sua aproximação com a instituição?

A minha vinculação com o CIGRE é de longa data, mas a minha aproximação com o CIGRE-Brasil se deu em 1998 quando o então Presidente Xisto Vieira Filho me convidou para assumir a Coordenação do Comitê de Estudo 39 – Operação e Controle de Sistemas (atual CE-C2) aonde fiquei de 1998 a 2006.

Desde 2000 sou membro regular do JWG C2-C5 – Development and Changes in the Business of System Operators do CIGRE.

De 2011 a 2015 estive como 2º Vice-Presidente e de 2015 a 2019 como 1º Vice-Presidente, cargo que se transformou em Diretor Técnico, após a reforma no Estatuto. Recentemente assumi a função de Diretor-Presidente do CIGRE-Brasil.

De todas as funções que já exerci na vida profissional, desde que entrei para trabalhar na Chesf em 1972, a função mais edificante será a de Diretor-Presidente do CIGRE-Brasil, pois terei como grande missão, junto com todos, engrandecer esta Entidade, aproveitando todas as oportunidades.

Para o período da nova gestão 2019 a 2023 quais são as suas prioridades?

As prioridades de todos os membros da nova gestão estão expressas na sua Plataforma de Atuação aonde constam as seguintes diretrizes:

 

Diretrizes Gerais:

  • Atuar de forma coesa, com diretrizes bem definidas, em harmonia com os Conselhos de Administração e Fiscal e sempre basear suas ações seguindo o que estabelece o Código de Ética, o Guia para Integridade Empresarial e o Manual de Integridade Empresarial referente à Política de combate à corrupção (compliance);
  • Buscar atender às necessidades de intercâmbio de conhecimento da indústria nacional relacionadas aos aspectos tecnológicos, econômicos, sociais e ambientais do uso da eletricidade, enquanto preserva e amplia os benefícios associados ao seu espírito cooperativo;
  • Fomentar a publicação de documentos técnicos de referência e alta qualidade, organizando os principais eventos técnicos nacionais, diversificando nossa grade com eventos de menor dimensão e custo, e promovendo uma aproximação agressiva com as novas gerações de técnicos e engenheiros;
  • Atrair e integrar jovens profissionais às atividades do CIGRE-Brasil como contribuição para as necessidades do setor de novos conhecimentos e visões, ao mesmo tempo que pavimenta a entrada de novos profissionais para a nossa indústria;
  • Aumentar a integração com as empresas do setor, universidades e centros de pesquisa e treinamento;
  • Dar continuidade ao programa de compliance iniciado na gestão anterior de forma a implementar todas as ações estabelecidas neste programa de integridade.

 Diretrizes Específicas:

  • Otimizar os custos para o seu funcionamento e a realização de eventos externos;
  • Padronizar os processos junto aos Comitês de Estudo equalizando e estimulando a produção técnica;
  • Dar continuidade a execução do Planejamento Estratégico da organização;
  • Estabelecer as metas e os indicadores de desempenho a serem acompanhados pela Diretoria para avaliação da gestão, em nível administrativo e técnico;
  • Elaborar e implementar Política de Captação de Recursos para Patrocínios, Livros, Brochuras Técnicas, etc;
  • Definir e implementar plano de aplicação financeira de longo prazo junto as instituições bancárias;
  • Dar continuidade a execução do Plano de Comunicação da organização;
  • Estabelecer e implementar programa de relacionamento com as entidades parceiras ou potenciais parceiros do CIGRE-Brasil para os próximos 4 anos;
  • Definir a política e as diretrizes que nortearão a realização dos próximos SNPTEEs;
  • Estabelecer um programa de desenvolvimento para os empregados (as) do CIGRE-Brasil;
  • Estabelecer a política de remuneração e avaliação de desempenho do quadro de empregados (as) do CIGRE-Brasil;
  • Estabelecer um cronograma de desembolso anual e fazer o acompanhamento da sua realização mensalmente;
  • Estabelecer e implementar um programa de ingresso de novos sócios com destaque para os jovens universitários, bem como de fidelização do corpo de associados.

 

 



CIGRE-Brasil
28/6/2019