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16 de julho de 2019
I SINTRE- Busca por Inovação Operacional, Regulatória e Tecnológica marca o primeiro dia do Seminário Internacional de Transmissão

 

No final de junho, Plenário José Paiva Neto do ParlaMundi, da Legião da Boa Vontade, em Brasília, foi palco para o debate qualificado sobre o cenário atual e as perspectivas futuras do setor de transmissão de energia elétrica no Brasil e no mundo, durante a ocasião do 1º Seminário Internacional de Transmissão de Energia Elétrica: Inovação, Regulação e Qualidade da Prestação de Serviço Público (1º SINTRE).

Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), juntamente com o Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (CIGRE-Brasil), o evento contou com a participação dos principais executivos e autoridades do setor elétrico brasileiro ligados à área de transmissão, como integrantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Operador Nacional do Sistema (ONS), e também agentes do setor elétrico de outros países como Portugal, Colômbia e EUA.

Durante a mesa de abertura, o futuro e a expansão do mercado de transmissão no contexto do crescimento da descentralização da energia foram pontos em comum abordados pelos integrantes da mesa, da qual participaram o presidente do CIGRE-Brasil, Saulo Cisneiros; o diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata; o superintendente de Transmissão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Bressane; o presidente do conselho diretor da ABRATE, Carlos Ribeiro; o superintendente de Regulação dos Serviços de Transmissão da ANEEL, Leonardo Mendonça; e ainda o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Cyrino.

Na ocasião, Saulo Cisneiros destacou que o modelo do sistema elétrico brasileiro é referência internacional. “Temos um modelo competitivo de transmissão, quando comparamos com sistemas de outros lugares, como na Europa. Mas é claro que tudo pode ser melhorado, por isso estamos aqui hoje”, observou.

O presidente da ABRATE, Mário Miranda, observou a importância do papel da transmissão no setor elétrico brasileiro e de um ambiente regulatório com regras mais simples, mas suficientes na prestação do serviço. “Nós temos que ter a firme convicção que nós prestamos um serviço público estabelecido com a União, que é normalmente regulado, mas acima de tudo tem de ser um serviço responsável. E esta responsabilidade não é por excessos regulatórios”, comentou. Segundo ele, deve haver um diâmetro correto e adequado para a prestação dos serviços. Mudanças de regras após o leilão, por exemplo, podem gerar riscos associados ao negócio depois de estabelecida a concessão.

Painéis temáticos - Pela manhã do dia 27, o primeiro painel trouxe o tema Expansão da Transmissão: nova tecnologia, critérios e impacto. Com a moderação do secretário de planejamento e desenvolvimento energético do MME, Reive Barros, contou com as palestras do superintendente de Transmissão da EPE, José Bressane, Luiz Barata, do ONS e  Ramon Haddad, da State Grid.

Dentre os temas pontuados, os palestrantes mencionaram a importância da expansão e desenvolvimento tecnológico do setor de transmissão para a viabilização da operação não só do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas também da continuidade do crescimento das renováveis.

Já no período da tarde, o painel Operação do Sistema Elétrico com a Nova Matriz Energética abordou, em especial, o crescimento vertiginoso de fontes renováveis, como a eólica e a solar, e os efeitos da intermitência destas fontes para a operação da transmissão. Com a moderação do conselheiro do CIGRE- Brasil, Josias Matos de Araujo, o painel contou com a participação do diretor de Operações do ONS, Sinval Gama; do assessor da presidência da CHESF, João Henrique Franklin; do diretor de planejamento do ONS, Francisco Arteiro e do professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e diretor do INESC TEC, Vladimiro Miranda.

Aprimoramento das tecnologias de armazenamento, superação de fronteiras tecnológicas na operação da transmissão, otimização de processos e revisões de regulamentação que já prevejam desdobramentos futuros foram as palavras chave deste painel. 

O terceiro e último painel do dia abordou o tema Regulação da Transmissão: visão de outros países. Com a moderação de José Mário Miranda Abdo (AEA), participaram da mesa o superintendente de Regulação dos Serviços de Transmissão da ANEEL, Leonardo Mendonça, o gerente da Interconexión Eléctrica S.A. (ISA/Colômbia), Ramón León; o ex-presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos de Portugal e presidente da NEWES/Portugal, Jorge Vasconcelos. Neste painel, cada um dos palestrantes, apontaram particularidades da regulação em torno da transmissão, com experiências da Colômbia e de Portugal.

Em comum, todos os palestrantes mencionaram a importância de que a regulação seja feita com regras mais simples, de maneira planejada, com governança, com a previsão das mudanças e crescimento das demandas futuras, além de uma regulação que proporcione mais liberdade à operação das transmissoras.

No segundo dia do seminário, o foco foi mais voltado para as experiências internacionais no setor de transmissão, com executivos de empresas e organizações de outros países, três painéis abordando as temáticas:

  • Inovação: Tecnologias Aplicáveis, Processos, Operação e Manutenção;
  • Qualidade da Prestação do Serviço: Melhores Práticas com Referências Internacionais e do Final da Vida Útil dos Ativos: Critério e Experiências Internacionais.


CIGRE-Brasil
28/6/2019