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5 de julho de 2020
Relatos do II Fórum de Mulheres do CIGRE-Brasil

O CIGRE-Brasil agradece à Priscilla Teixeira Dornas o carinho em compartilhar conosco sua experiência no II Forum de Mulheres. Sua visão vem corroborar com o alcance da meta do CIGRE-Brasil na abordagem  de integração/convergência entre os homens e mulheres, inspirando uma maior participação feminina no Setor Elétrico Brasileiro e contribuindo para a formação de equipes mais completas.

Priscilla Teixeira Dornas é graduada em Engenharia Elétrica pela Universidade do Lestes de Minas Gerais, desde 2005. Pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela FGV, em 2011. Pós-graduanda em Tecnologia para Negócios: AI, Data Science e Big Data pela PUC RS, em 2019. Atuou como fiscalização, planejamento, execução e gerenciamento de obras de energia de 2005 a 2012. Dedicada, desde 2012, à gerencia manutenção de usinas, Priscilla neste ano também tornou-se esposa e, dois anos depois, mãe. Nas suas palavras, hoje "se dedica também a transmitir conhecimento através de ações práticas e construtivas. Sempre na busca de pensamentos diversos para integrar e construir um mundo mais amoroso e harmonioso. 

Presente no II Fórum de Mulheres do CIGRE-Brasil, realizado no dia 13 de novembro, ao longo do XXV SNPTEE, no centro de convenções ExpoMinas, em Belo Horizonte-MG, Priscilla nos presenteou com seu Diário de um Dia no CIGRE-Brasil 2019: 

Inicialmente, quem começaria um artigo sério com o título de "Meu Diário"? Isso talvez não interessasse a muitas pessoas se o tema não fosse tão relevante e contemporâneo!

Então resolvi manter o título e buscar com carinho e pitadas de engenharia, contar um pouco daquele momento.

Muitas coisas escritas aqui podem fazer sentido pra você também e auxiliar a compor, com muitos homens e mulheres, a imagem do seu quebra-cabeças, da vida pessoal e profissional.

Redes neurais, teorias analógicas, digitais, família, indústria 4.0, percepção humana, inteligência artificial, são coisas que compõem a minha vida e que portanto trazem palavras que me ajudam a contar um pouco desta história.

Naquele dia sentei-me na plateia, com o objetivo urgente de aproveitar a hora dos debates para compartilhar uma experiência interessante com aquele público, que poderia até servi-los em interpretações futuras .

Entretanto, cheia de curiosidade para ouvir as apresentações que estavam previstas, me perdi no tempo e fiquei emocionada com as explanações feitas pelas profissionais que estavam muito bem representadas naquele cenário.

Assim com várias novas palavras e colocações que surgiam antes de abrirem-se os debates, fui revendo a minha história e aceitando que aquele tempo ali previsto,  não seria suficiente para que todas nós presentes pudéssemos compartilhar tanta coisa gostosa que estava na ponta da língua. Experiências pessoais que muitos dos profissionais ali presentes, poderiam com propriedade descrever, com mais emoção ou com mais razão; sobre o tema como é prazeroso viver este desafio da busca pela convergência entre homens e mulheres.

E foi aí que me joguei:

Carla Damasceno, atual diretora de assuntos corporativos do CIGRE, falou sobre a rispidez do termo empoderamento feminino, e eu tentando ser analógica escutei: Esta expressão utilizada nas manchetes não representa o que buscamos em nossas vivências. Enquanto isso observava em minha frente uma profissional de destaque no mundo da engenharia, com um lindo vestido de mangas de princesa, falando com força para garantir a voz que impulsionaria aquele momento!

Saulo Cisneiros, presidente do Cigre Brasil, chegou e compartilhou conosco as conquistas profissionais e os desbravamentos de sua mãe -  e eu escutei: Esta mulher conquistou uma relevante vida pessoal e profissional também pela competência para romper padrões, lutar pelos objetivos e produzir resultados com qualidade.

Elisa Bastos, diretora na Aneel, falou sobre sua obra compondo sua história. E eu que nunca me preocupei com rótulos, adorei vê-la destacar termos que resumem falhas de comportamento humano, tais como mansplaining, manterrupting... que precisam ser divulgados como o bullying foi, para que todos possamos identificá-los, discutirmos e evitarmos estas práticas. 

Aí veio Solange David, vice presidente do conselho de administração da CCEE, demonstrando como as áreas de ciências sociais aplicadas, ciências humanas e ciências exatas podem ser complementares e tão integradas à uma vida de afeto familiar e performance profissional.

Depois,  Patricia Teixeira, quase minha xará, brilhante professora e pesquisadora, chegou apresentando com uma voz colorida de energia, muitos passos iluminados da sua trajetória. Empolguei-me quando destacou uma de suas áreas de pesquisas.  Fiquei encantada ao ver, em franco desenvolvimento, técnicas bioinspiradas que traduzem o analógico da vida, em práticas digitais e aplicações simplificadas, muito do que observamos generosamente da nossa bio.

Então Adriana de Castro, nossa anfitriã, engenheira especialista da CEMIG e coordenadora do Comitê de Estudos D1 do CIGRE-Brasil, com muitas imagens intuitivas, como propõe a indústria 4.0, demonstrou como os sentimentos verdadeiros nos emocionam e nos motivam mais que um artigo de uma tecnologia inovadora.

Os debates se foram e eu fiquei ali metabolizando e gravando na minha memória física aquele momento compartilhado.

Aí surgiu o tempo da leitura e, aqui, vim compartilhar com vocês aquela minha experiência, citada no início desse meu "diário": 

Quando comecei a aplicar redes neurais artificiais no ano 2000, integrando engenharia elétrica e fonoaudiologia, surpreendi-me com o dado de que as redes neurais masculinas tem aproximadamente 20 milhões de neurônios as mais  do que as da mulher.

E foi estudando modelos de inteligência artificial que sugeri à seguinte analogia: “o homem tem um cérebro de vias planejadas (tipo Brasília) e as mulheres têm vias de ocupação dinâmica (como São Paulo). Assim a gente tem um destino em mente, mas como os trechos são compartilhados, aproveitamos para fazer um monte de outras demandas antes de concluirmos o trajeto!”

E desde então venho buscando me equilibrar no mundo do gerenciamento, da inteligência artificial, publicação de livro infantil, maternidade, transmissão, geração de energia elétrica e energia positiva para minha família e nosso mundo.

Então venho pensando, será que deveríamos reconhecer as diferenças para diminuirmos as divergências?

Venho aprendendo que precisamos sim definir e atender nossas metas digitais para passar de fase, mas nosso caminho é analógico e só vivendo o caminho que podemos acumular expertises que integrem teorias e práticas de forma otimizada.

Não chegaremos a uma única resposta, mas podemos colecionar muitas conquistas durante a busca.

Nosso prazo de obsolescência é indefinido, mas as etapas da nossa vida útil são conhecidas: nascer, viver e morrer! Nós queremos chegar no fim desta carreira sem ter reconhecido e acumulado muitos parâmetros analógicos?

O quebra-cabeças de cada vida é muito pessoal, mas o que temos garantido em TODOS eles, são imagens repletas de homens e mulheres... Esta é a vida, que muda sua forma de expressão, mas a sua verdade é única sempre, somos complementares.

E se eu tivesse que fazer um convite seria: Vamos buscar convergir? 

Vejam quantas janelas abrimos, sem precisar fechá-las nesta conversa, como nos longos bate papos comuns entre mulheres.

Belas mulheres que desejamos ter como exemplos multiplicados nas famílias e nas corporações do Brasil e do mundo.

Muita gratidão por ter este momento precioso na minha coleção.

 

 



CIGRE-Brasil
19/11/2019