CIGRE Brasil
Associados
Comitês de Estudos
Eventos

Documentos
Revista Eletroevolução
Newsletters
Notícias
Links
Vídeo Institucional
Fale Conosco
Mapa do Site


Como se logar?

8 de agosto de 2020
Entrevista Gilson Machado Bastos - Coordenador do CE A2 - Transformadores

Gilson Machado Bastos é formado em Engenharia Elétrica na Pontifícia Universidade Católica do RJ – PUC-RIO, em 1979, com MBA em Gestão de Projetos na Universidade Cândido Mendes-UCM.

Trabalhou de 1979 a 2017 em Furnas Centrais Elétricas onde exerceu várias funções no Departamento de Engenharia Elétrica e na Superintendência de Engenharia.

Trabalhou de 2018 a 2019 na Mata de Santa Genebra onde exerceu a função de Assist. da Diretoria de Engenharia.

Membro do CIGRE desde 2002 e atualmente é o Coordenador do Comitê de Estudos de Transformadores - CE A2.
 

Colaborador de Furnas por 38 anos, em que momento da sua carreira tomou conhecimento das atividades do CIGRE-Brasil? Como se deu o ingresso do seu envolvimento com o Comitê de Estudos A2 – Transformadores? 

Nos anos 90 fui representante de Furnas na Norma de Transformadores do Cobei – CB 03 - Norma de Transformadores, onde coordenei a revisão dessa Norma

Em 2000 fui convidado por Furnas para ser o representante do Departamento de Engenharia no Comitê de Estudos de Transformadores, uma vez que trabalhava na área de transformadores da Divisão de Equipamentos Elétricos, vinculada ao Departamento de Engenharia Elétrica.

Inicialmente atuei no CE A2 como representante de Furnas e em 2002 passei a ser sócio individual do CIGRE-Brasil.

Com experiência em Projetos de T&D e também HV and EHV em Subestações e Equipamentos, em quais pontos o CIGRE-Brasil contribuiu para o enriquecimento da sua formação profissional? 

A relação profissional com o CIGRE é biunívoca, ou seja uma via de duas mãos.

Não resta duvida que o CIGRE trouxe e traz, ainda hoje, a oportunidade de estar em contato com o que há de mais atual na área de engenharia de transmissão e distribuição (T&D), além de permitir a integração com os profissionais mais qualificados desta área a nível mundial, durante os reuniões de trabalho nos comitês de estudo, seminários, colóquios, sessões bienais e participação em Grupos de Trabalho nacionais e internacionais.

Por outro lado, o CIGRE tem a missão de difundir o conhecimento técnico aproximando a comunidade técnica brasileira do que há de mais recente em pesquisa, estudos e trabalhos publicados a nível mundial. 

Ocupou cargo de gerência em Furnas, e, desde 2014, ocupa o cargo de coordenador do CE A2, que tem o Workspot como carro-chefe dos eventos promovidos pelo CE. Como todo cargo de gerência/coordenação, os desafios técnicos dão espaço para os de gestão. Conte-nos um pouco sobre a sua experiência. O que destacaria como mais desafiador?

As atividades de gerência e coordenação são de contínuo aprendizado. O desafio de gerir pessoas e fazer todos caminharem na mesma direção requer paciência, diálogo e principalmente saber ouvir. Todos têm um pouco a ensinar e muito a aprender.

Não restam dúvidas que os 15 anos de gerência em Furnas auxiliaram muito nas atividades de coordenação do CE A2, que foi facilitada pela estrutura deixada pelos coordenadores que me precederam.

Quanto ao Workspot, o segredo do seu sucesso é um excelente trabalho em equipe onde o Comitê Organizador trabalha afinado e com o mesmo objetivo que é o de propiciar o melhor evento do ponto de vista técnico para a comunidade técnica do Brasil e da América do Sul.

O CIGRE-Brasil está com a incumbência de trazer os jovens (estudantes e profissionais iniciantes) para a sua rede de intercâmbio e conhecimentos.

Qual mensagem você deixaria para esses jovens engenheiros e engenheiras ingressando no campo do setor elétrico? Você compartilharia com o CIGRE-Brasil?  

Este é talvez o maior desafio do CIGRE-Brasil nos tempos atuais. Os jovens engenheiros atualmente têm uma forte visão de mercado e são abertos às mais variadas oportunidades profissionais, não apenas na Engenharia.

O cenário atual no Brasil desencoraja os técnicos a investirem em sua qualificação profissional e às empresas, que estão mais voltadas para resultados do que para inovação tecnológica. Com isso, o CIGRE tem dificuldades em atrair novos técnicos.

Mas importante é fazer os estudantes e jovens profissionais verem que o CIGRE-Brasil abre as portas para o que há de mais atual em termos de engenharia além de permitir e facilitar a criação de um network que certamente irá trazer uma enorme vantagem profissional.

Participar ativamente do CIGRE é abrir as portas para o mundo, este é o recado mais importante a ser dado aos mais jovens.

 



CIGRE-Brasil
27/1/2020